Corredor de umidade e ciclones elevam risco de alagamentos na Bahia

Foto: Pixabay

Fonte: Redação / Juca Peixoto / Nova FM

Estado pode registrar acumulados de até 400 mm em sete dias; Salvador e RMS estão em alerta para alagamentos e deslizamentos

A Bahia deve enfrentar dias de forte instabilidade climática por causa da atuação simultânea de dois ciclones no Atlântico Sul e da formação de um corredor de umidade sobre o Brasil. A previsão indica chuva frequente e volumosa, principalmente no Oeste, Sul do estado, em Salvador e na Região Metropolitana.

De acordo com a MetSul Meteorologia, o cenário é considerado incomum, já que dois sistemas atuam ao mesmo tempo no oceano.


Dois ciclones influenciam o tempo no país

Um ciclone extratropical já está formado e atua em alto-mar, reforçando uma massa de ar frio na Região Sul do Brasil. O segundo sistema, ainda em formação, pode adquirir características subtropicais e intensificar a instabilidade no Sudeste e no Nordeste.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), diversas cidades do país podem registrar acumulados superiores a 100 milímetros apenas neste domingo (1º), com possibilidade de volumes elevados também na Bahia ao longo da semana.


Acumulados podem chegar a 400 mm na Bahia

A previsão aponta que os volumes de chuva no estado podem variar entre 100 mm e 200 mm nos próximos sete dias. Em pontos isolados, os acumulados podem alcançar entre 200 mm e 400 mm.

Em Salvador e na Região Metropolitana, o risco é considerado alto para alagamentos e deslizamentos. A MetSul alerta para possibilidade de risco geológico muito alto, podendo chegar a nível crítico.

No interior, regiões como Chapada Diamantina, Irecê e a Bacia do Paramirim também devem manter atenção redobrada.


Possíveis impactos

A tendência é de chuvas persistentes, com potencial para:

  • Inundações urbanas

  • Enxurradas

  • Deslizamentos de terra

  • Bloqueios de rodovias por desabamentos

  • Transtornos no fornecimento de energia

Especialistas destacam que, neste momento, o principal risco não está associado aos ventos, mas sim ao excesso de precipitação acumulada.


Entenda os tipos de ciclone

Ciclones extratropicais são relativamente comuns na costa brasileira. Eles se formam em latitudes médias e altas e estão associados a frentes frias e quentes, possuindo núcleo frio.

Já os ciclones subtropicais ou tropicais são menos frequentes no país e, quando se desenvolvem, costumam provocar volumes expressivos de chuva.

No Sul do Brasil, o ciclone extratropical já provoca queda nas temperaturas. Desde quinta-feira (26), o Rio Grande do Sul registra mínimas abaixo dos 10°C. Em Pinheiro Machado, os termômetros marcaram 7,4°C.

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